Redes de Saúde

As doenças raras exigem uma atenção especializada e integrada, envolvendo diferentes profissionais, unidades e níveis de atendimento em saúde. Para garantir a organização eficiente dos serviços prestados, o Sistema Único de Saúde (SUS) organiza uma Rede de Atenção à Saúde de maneira a promover o cuidado integral e universal às pessoas afetadas por essas condições, conforme Política Nacional de Atenção Integral ás Pessoas com Doenças Raras.


Esta rede de atenção à saúde também busca oferecer suporte por meio de diversas dimensões do cuidado como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, acompanhamento psicológico, assistência social e orientação às famílias. Esse trabalho integrado contribui para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e favorecer um cuidado mais humanizado.


Conheça os níveis de atendimento e suas funções


Referência e contrarreferência são mecanismos de articulação entre os diferentes serviços e níveis de atenção à saúde. A referência ocorre quando o paciente é encaminhado para outro serviço de maior complexidade para avaliação ou cuidado especializado, enquanto a contrarreferência corresponde ao retorno das informações e orientações ao serviço de origem, favorecendo a continuidade e a coordenação do cuidado.



Todos esses procedimentos são previstos na política nacional referente ao atendimento ás pessoas com doenças raras no contexto do SUS.

Esta política estabelece como objetivo principal a redução da mortalidade e morbimortalidade relacionadas às doenças raras e melhoraria da qualidade de vida dos pacientes, por meio de ações de promoção da saúde, prevenção, detecção precoce, tratamento oportuno, redução de incapacidades e cuidados paliativos. Além disso, alguns objetivos específicos são:

  • Garantir a universalidade, a integralidade e a equidade das ações e serviços de saúde às pessoas com doenças raras.
  • Estabelecer diretrizes de cuidado para pessoas com doenças raras em todos os níveis de atenção do SUS.
  • Promover a atenção integral à saúde por meio da Rede de Atenção à Saúde (RAS).
  • Ampliar o acesso universal e regulado aos serviços especializados.
  • Assegurar o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento, conforme as necessidades de cada pessoa.
  • Qualificar a atenção à saúde, fortalecendo a capacidade dos serviços e dos profissionais envolvidos no cuidado.

Acesse o documento oficial para conhecer esses direitos na íntegra

Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras


Outras particularidades da rede

A articulação dos processos em rede envolve aspectos importantes para seu funcionamento adequado e eficiente, como a adoção de critérios para encaminhamentos, evitando procedimentos desnecessários, e a comunicação e integração do cuidado entre profissionais e serviços.

Além disso, iniciativas colaborativas permitem que serviços especializados compartilhem informações, contribuindo para a tomada de decisão clínica e gerencial e para a redução de lacunas de informação no contexto das doenças raras. Selecione uma das opções abaixo para continuar explorando estes temas.